Estar presente...

Não sou doutor, nem entendo de diagnósticos ou nomes difíceis. Mas sei ver nos olhos de alguém quando a alma pesa mais que o corpo. Sei que há dias em que levantar é uma vitória silenciosa. Que uma decisão banal pode ser um muro intransponível. Que há vozes que não se calam dentro da cabeça e não são de outros, são nossas, a julgar-nos sem piedade, a repetir que não valemos nada. 
Não, isso não passa com força. Não se resolve com frases feitas, nem com conselhos atirados no vazio. 
O que cura aos poucos é o ouvido atento, a presença silenciosa, o abraço que não exige nada. É dizer sem dizer: “Estou aqui, mesmo quando não me vês". É não forçar, mas convidar. É ligar, não para saber, mas para mostrar: “Importo-me contigo". 
Quem não sabe, que aprenda. Quem não sente, que respeite. E quem ama, que fique de forma leve, mas firme.

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