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A mostrar mensagens de julho, 2025

Estar presente...

Não sou doutor, nem entendo de diagnósticos ou nomes difíceis. Mas sei ver nos olhos de alguém quando a alma pesa mais que o corpo. Sei que há dias em que levantar é uma vitória silenciosa. Que uma decisão banal pode ser um muro intransponível. Que há vozes que não se calam dentro da cabeça e não são de outros, são nossas, a julgar-nos sem piedade, a repetir que não valemos nada.  Não, isso não passa com força. Não se resolve com frases feitas, nem com conselhos atirados no vazio.  O que cura aos poucos é o ouvido atento, a presença silenciosa, o abraço que não exige nada. É dizer sem dizer: “Estou aqui, mesmo quando não me vês". É não forçar, mas convidar. É ligar, não para saber, mas para mostrar: “Importo-me contigo".  Quem não sabe, que aprenda. Quem não sente, que respeite. E quem ama, que fique de forma leve, mas firme.

A Dor Silenciosa: Quando a Depressão Toma Conta

Não sou psicólogo nem psiquiatra. Não estudei saúde mental, nem me considero entendido na matéria. Mas, como muitas pessoas, já estive perto de quem sofre com depressão, ansiedade e outros problemas do foro psicológico. E posso afirmar, com toda a certeza, que este sofrimento é devastador — tanto para quem o vive por dentro como para quem o acompanha de perto, com amor e impotência. Ao contrário do que muitos ainda pensam, a depressão não é uma questão de “falta de força de vontade”. É uma condição séria, incapacitante e profundamente dolorosa. E é justamente por isso que a empatia, tanto por parte dos profissionais de saúde (psiquiatras, psicólogos), como por parte da família e dos amigos, é absolutamente essencial. Um peso invisível Quem está em sofrimento psicológico pode deixar de sentir emoção, perde a clareza do raciocínio e vê-se incapaz de tomar até as mais simples decisões do quotidiano. Uma coisa tão banal como escolher o que comer ou levantar-se da cama pode tornar-se num de...